Escuta e profissionalização ganham espaço e redefinem práticas no futebol de base, aponta Jiovani Soeiro

A transformação do futebol de base no Brasil passa, cada vez mais, por mudanças que vão além do campo. A formação de atletas tem sido impactada por novas práticas de gestão, pelo fortalecimento de processos educacionais e pelo aumento da responsabilidade sobre decisões que envolvem jovens, famílias e projetos de carreira.
O tema ganhou força após reflexões compartilhadas nas redes sociais por Jiovani Soeiro, diretor executivo e líder do movimento encabeçado pelo Portal Brazuca, durante conversas recentes com agentes do mercado do futebol de base. A percepção, segundo o executivo, é de que há um movimento crescente de profissionais preocupados com a formação integral dos atletas, com o ambiente em que estão inseridos e com o desenvolvimento humano associado ao rendimento esportivo.
Segundo Soeiro, o cenário atual evidencia uma mudança de mentalidade dentro do ecossistema da base. “Tenho visto muita gente preocupada em fazer o processo do jeito certo. Formação de verdade, ambiente saudável e responsabilidade com o que acontece fora das quatro linhas passaram a ser prioridades”, avaliou.
Esse movimento acompanha uma tendência de profissionalização do setor. Clubes, projetos independentes e plataformas ligadas ao futebol formativo passaram a tratar a base como uma estrutura estratégica, não apenas esportiva. Processos pedagógicos, acompanhamento psicológico, planejamento de carreira e governança interna se tornaram temas recorrentes nas discussões do segmento.
Ao mesmo tempo, decisões relevantes do ecossistema seguem sendo construídas fora das quatro linhas. Reuniões, articulações institucionais, parcerias e conversas entre dirigentes, formadores e agentes do mercado têm papel determinante na consolidação de projetos e na geração de oportunidades para atletas.
O entendimento de que o futebol de base não pode ser tratado apenas como competição tem levado a uma mudança de postura entre lideranças do setor. A escuta ativa de atletas, famílias e profissionais envolvidos no processo formativo passou a ser vista como ferramenta de gestão e não apenas como elemento relacional.

Jiovani Soeiro destaca ainda que esse processo exige maturidade e responsabilidade. “Estamos lidando com sonhos de famílias inteiras. O impacto das decisões vai muito além do resultado de um jogo. Por isso, ouvir mais e falar menos tem sido uma prática essencial para quem quer construir algo consistente e é isso que temos praticado no Portal Brazuca”, afirmou.
Ele explica que esse movimento também influencia a forma como iniciativas se estruturam e se posicionam. “Projetos que priorizam planejamento, responsabilidade e formação tendem a ganhar consistência e longevidade. Em contrapartida, propostas sustentadas apenas por visibilidade imediata enfrentam maior dificuldade de continuidade”.
O avanço desse modelo acompanha a própria evolução do mercado esportivo, que passou a exigir mais transparência, organização e responsabilidade social das instituições ligadas ao desenvolvimento de jovens atletas. A base deixou de ser apenas um espaço de descoberta de talentos e passou a ser tratada como ambiente de formação cidadã e construção de carreira.
“Dentro desse contexto, a capacidade de ouvir, interpretar cenários e tomar decisões a partir de processos estruturados se consolida como diferencial competitivo. A tendência é que o futebol de base siga avançando nessa direção, com maior integração entre educação, gestão e desempenho esportivo”, cravou o representante do Portal Brazuca, que atua no mercado futebol de base há mais de 13 anos e está consolidado, mundialmente, como o maior ecossistema do nicho no planeta.








