Fã de Raphael Veiga, jovem destaque do Hope Internacional mira vôos altos no futebol brasileiro

A primeira palavra que Vicente Giacomet Pierzynski disse na vida não foi mamãe. Não foi papai. Foi gol. A família conta essa história com orgulho e um sorriso que mistura surpresa com a sensação de que, naquele momento, o destino já havia dado o seu recado.

Vico Giacomet tem 12 anos, joga como meia no Hope Internacional, do Paraná, e já deixou rastros suficientes para que o futebol paranaense preste atenção nele.

A carreira começou oficialmente aos sete anos, em escolinhas da capital paranaense. Em 2024, Vico chegou ao Hope Internacional e encontrou um ambiente ideal para crescer dentro e fora de campo. “Achei o projeto muito legal. É um clube que se preocupa com a formação”, conta o atleta.

Dentro de campo, Vico não é apenas o camisa 10 do Hope Internacional. É um líder nato e aguerrido, com espírito coletivo que se destaca mesmo numa categoria onde o individualismo ainda tenta falar mais alto. Com alguma frequência, é escolhido como capitão do time. A braçadeira, para quem o observa, parece um detalhe natural em alguém que tem intimidade com o protagonismo.

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O desenvolvimento foi rápido e os resultados vieram juntos. Em 2024, Vico foi campeão do Campeonato Balsa Nova e se destacou na Curitiba Cup e na Liga Metropolitana Curitibana de Futsal. Em 2025, a temporada trouxe dois pódios e um momento que ele não esquece.

Na Taça Curitiba Sub-12 de 2025, o Hope enfrentou o Athletico/PR. Vico marcou o gol da partida. Ele tinha 11 anos. “É o jogo que considero o meu ponto alto até agora”, pontua. A equipe terminou a competição em terceiro lugar, mesmo resultado obtido na Curitiba Cup de 2025.

No mesmo ano, o meia foi eleito atleta destaque da Taça Curitiba Sub-12, reconhecimento que chegou na sequência de uma temporada construída jogo a jogo.

Em 2026, a temporada ainda está no início. Cinco jogos disputados, um gol e três assistências. Números que, para um atleta de 12 anos em competições oficiais, já contam uma história.

O que passou despercebido por muita gente, mas não pelos olheiros do Coritiba, foi exatamente esse conjunto. Vico já foi convocado para testes no clube duas vezes e segue sendo monitorado pela instituição. Para um atleta tão jovem e que nunca passou por categorias de base de clubes de grande porte, esse tipo de atenção diz muito sobre o que ele tem apresentado dentro de campo.

REFERÊNCIAS

O ídolo que guia a sua visão de jogo é Raphael Veiga. “Além de ser muito bom, é inteligente e bom de equipe”, explica Vico sobre a escolha. Não é por acaso que um meia de 12 anos valorize inteligência e coletividade acima de qualquer atributo individual. Isso revela como ele pensa o jogo.

Fora do campo, Vico tem ao lado uma família que entende o papel que lhe cabe nessa jornada. Os pais estão presentes em cada treino e em cada jogo, oferecendo o suporte afetivo e o equilíbrio emocional que um atleta em formação precisa para crescer com segurança.

A rotina fora do futebol também chama atenção pela disciplina. Alimentação cuidada, sono regulado, oração e leitura todas as noites. Estudos, família e treinos convivem em equilíbrio que ele mesmo define como fundamental. “Os três são fundamentais para mim, além dos amigos.”

O maior aprendizado que o Hope proporcionou até agora, na avaliação do próprio Vico, vai além do técnico. “O futebol me ajuda com comprometimento, disciplina e maturidade, além do físico e do técnico.” Uma resposta madura para qualquer idade. Para um atleta de 12 anos, é um sinal de que o ambiente em que ele está inserido está formando mais do que um jogador.

O Hope Internacional é o começo de uma história que Vico já desenha onde quer chegar. Daqui a cinco anos, ele se enxerga defendendo um grande clube do futebol brasileiro.

E quem acompanha sua evolução dentro e fora de campo tem poucas razões para duvidar.

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