Aposta do Mirassol joga pelo sub-17 e sub-20 e já treina no profissional; conheça Matias

Vila Velha, no Espírito Santo, foi onde tudo começou. Aos 4 anos de idade, Lucas Matias Bernadino, o Matias, hoje com 17, dava seus primeiros toques na bola dentro de um projeto social chamado Bom de Escola. Não havia planejamento nem promessa de carreira, só um menino que “gostava muito de futebol”.
Mais de uma década depois, aquele garoto é hoje uma das apostas do Mirassol na base, artilheiro do time sub-17 no Campeonato Paulista e um centroavante que já treina ao lado do time profissional.
Antes de qualquer clube, houve a família. Lucas lembra do pai como a figura mais importante nos primeiros anos: era ele quem brincava de bola com o filho e alimentava, sem saber, o que se tornaria uma vocação. A infância dividiu-se entre as praças de Vila Velha e o futebol, presente desde sempre.
A trajetória de Lucas até o Mirassol foi feita de mudanças de cidade e de estado. Tudo começou aos 10 anos no Porto Vitória/ES, onde o atacante já acumulava títulos estaduais e prêmios individuais.

Aos 12 anos, veio o salto: um olheiro o viu jogar e o levou aprovado para o Atlético Mineiro, onde permaneceu por um ano. Dali, aos 14, seguiu para o América/MG, clube em que ficou por dois anos.
A chegada ao Mirassol veio depois de duas semanas de testes. Sem indicações ou peneiras, apenas o desempenho em campo falando por si. Hoje, ele atua pelo sub-17, sub-20 e já foi relacionado para treinos com o time profissional.
A temporada atual reforça o bom momento. Pelo sub-17, Lucas soma sete jogos em nove gols no Campeonato Paulista da categoria; já no sub-20, disputou cinco partidas e tem um gol e uma assistência anotados.

Fora de campo, a rotina é disciplinada: treino pela manhã, descanso à tarde, estudos e sono cedo todos os dias. Segue um plano alimentar voltado à posição em que atua e conta com acompanhamento de um terapeuta esportivo, além de orações e meditações diárias antes e depois dos treinos. Festas e bebidas ficaram de lado, o preço, segundo ele, de estar onde está.
A mãe, com quem mora atualmente em Mirassol, e o pai são descritos como presença constante, apoio financeiro, conversas e conselhos que, segundo o atacante, tornam tudo “menos difícil”. Deixar Vila Velha, cidade natal, foi o preço para perseguir o sonho.

Os planos para o restante da temporada são claros: chegar à final do Campeonato Paulista, terminar como artilheiro da competição e, o principal objetivo, assinar seu primeiro contrato profissional. Em cinco anos, o sonho é simples de definir: “estar jogando profissionalmente em alto nível”, finaliza.







