Exemplo de perseverança, Guilherme Martinelli sonha alto com a camisa do XV de Jaú

Duas vezes Guilherme Martinelli passou pela peneira do XV de Jaú e ouviu não. Duas vezes ele voltou. A terceira tentativa, em 2026, depois de dois anos frequentando as avaliações do clube de Jaú/SP, veio com a aprovação que faltava. Aos 14 anos, o lateral hoje integra o sub-15 do XV. Esse caminho é um excelente exemplo de superação e determinação no futebol de base.
No fim de 2025, antes da aprovação, Martinelli quase parou de vez. “Passei por alguns episódios que me desanimaram e parei por quatro meses”, conta, sem detalhar o que motivou o afastamento. A retomada veio quando soube que o XV de Jaú abriria avaliação para a temporada 2026. Decidiu tentar mais uma vez. Passou na primeira fase, depois na segunda, e assinou contrato válido até dezembro de 2028.

A trajetória começou em Itápolis-SP, cidade natal sem estrutura de iniciação para crianças pequenas. Aos 5 anos, Martinelli precisou treinar na cidade vizinha, na escolinha da Ponte Preta, por incentivo dos pais, Tiago e Vilma. Seguiu para o CAT de Taquaritinga-SP em 2023, ainda disputando uma categoria acima da própria idade, e para o Tanabi entre 2024 e 2025, onde jogou o Campeonato Paulista Sub-13 e Sub-14, foi vice-campeão da Copa Uberaba-MG Sub-13 e teve destaque Alcans Cup Sub-14, em Ribeirão Preto.
Nesta temporada, o XV de Jaú avançou à segunda fase do Campeonato Paulista Sub-15 e chegou ao vice-campeonato da Field Cup Sub-15, além de disputar outras seis competições estaduais. Martinelli soma 17 jogos e tem seis assistências anotadas.
A rotina fora de campo explica parte da resistência que sustentou os dois anos de tentativas. Martinelli acorda às 6h em Itápolis, estuda pela manhã, almoça em casa e pega estrada por volta das 13h30 para treinar das 15h às 18h30 em Jaú, voltando perto das 20h. Sobre o que fica de fora nesse ritmo, ele lista aniversários, fins de semana com os avós e programas com amigos. “Um sonho custa caro, mas desistir custa um sonho”, resume.

A história dele ainda não tem capítulo de consagração. Esse nível de resultado, apesar de desejado, é sempre incerto. Garantido, de fato, é que o futebol brasileiro tem no menino Guilherme Martinelli mais uma história de perseverança e força dentro e fora das quatro linhas.







