Camisa 10 do São Bernardo/SP, Chrystian tem 14 gols em 27 jogos e mira artilharia do Paulista Sub-17

Tudo começou antes mesmo dele completar 5 anos. Chrystian Magalhães Mandauba, o Chrys, ainda era uma criança de 4 anos em Louveira, no interior de São Paulo, e foi ali que cruzou com a primeira pessoa a enxergar nele algo maior. “A primeira pessoa mais importante seria o professor Claudinei Leite. No primeiro dia, ele chegou nos meus pais e disse que eu seria um dos melhores jogadores que Louveira já teve, foi ali que a gente começou a fazer a correria”, conta o atleta.
Doze anos depois, aos 16, o meio-campista camisa 10 é uma das principais referências do sub-17 do São Bernardo/SP e vive a melhor fase da carreira: 27 jogos, 14 gols e 7 assistências no Campeonato Paulista da categoria, sem desfalcar a equipe uma vez sequer.
Diferente de boa parte dos companheiros de categoria, Chrys nunca havia defendido outro clube de futebol de campo antes do São Bernardo. Ele está na base do Tigre desde 2019. Até chegar lá, dividia o tempo entre escolinhas de bairro e a AABB. O caminho até o clube, porém, passou por outra modalidade.

“Tudo começou quando disputei a Copa do Brasil de futsal pelo ADI Futsal/SP, onde fomos campeões em Santa Catarina. No retorno, tive a oportunidade de fazer uma avaliação no São Bernardo, e foi onde tudo começou”, relembra.
A identificação foi imediata e reforçada pelo momento que o clube paulista vive. “A história do São Bernardo e a oportunidade de representar o Tigre foram decisivos, além de ser hoje considerado um time grande paulista”, afirma o meia, que também pode atuar como lateral-esquerdo ou volante.

A trajetória de Chrys já rendeu alguns títulos: União Cup (2024), LG Cup (2023), Paulista Cup (2025), Taça BAND (2023), Taça Paulista (2025), além de vice-campeonatos na Interior Cup (2022 e 2023) e na União Cup (2022), e de uma artilharia conquistada na Taça Paulista. Entre todos, um se destaca. “A Paulista Cup, porque foi a competição mais forte que joguei”, diz, sobre o torneio que também elege como o de maior significado na carreira.

Por trás de cada taça, ele faz questão de apontar quem sustenta a rotina fora de campo. “Meus pais fazem de tudo por mim, para que dê certo, desde a correria até o financeiro, eles me apoiam muito”, afirma. São eles também quem o levam a treinos e jogos, numa relação de acompanhamento próximo. No sangue, o futebol já era presença antes dele: “Meu pai e meu tio tiveram oportunidade, porém não deu certo por causa do financeiro”, destaca, um capítulo que dá ainda mais peso à trajetória que ele constrói hoje.
Quando o assunto é referência dentro de campo, a resposta não hesita: Lionel Messi. “Busco ser muito decisivo e sempre usando a inteligência”, resume, ao descrever o próprio jogo como uma combinação de velocidade, passe, força e finalização. “Acho que sempre há o que evoluir em todas as partes”, pondera, sem se acomodar com os números da temporada.
Para o restante do Paulista sub-17, a meta é dupla: título coletivo e artilharia individual. Olhando mais à frente, a resposta reflete o sonho que move toda a trajetória: “Se Deus quiser, no profissional ou em time grande”, projeta-se daqui a cinco anos.








