Volante com boa chegada ao ataque, Cauã Rabelo inicia trajetória no Guarani

Por nove anos, o futebol de Cauã Rabelo coube em um único endereço. Foi na Escolinha de Futebol Zico 10 Coopoços, em Poços de Caldas/MG, que ele chegou em 2017, aos quatro anos, levado pelo pai e pela mãe. Saiu de lá apenas em 2026, quando uma indicação o levou ao Guarani/SP.
Em fevereiro, o volante passou a treinar com o sub-13 do clube. Em abril, o vínculo foi formalizado com o registro. Desde então, a temporada ganhou outra dimensão.
Nas segundas, quartas e sextas, faz reforço muscular ou atividades direcionadas, e a sexta à tarde ainda reserva espaço para as aulas de inglês. A alimentação segue a orientação de uma nutricionista, e o horário de dormir gira em torno de 21h30. Perguntado sobre aquilo de que abre mão para sustentar esse ritmo, ele responde com uma palavra, diversão.
CHEGADA AO BUGRE
Neste primeiro ano no Guarani, Cauã disputou 14 jogos no Campeonato Paulista Sub-13, campanha que o time encerrou nas oitavas de final, além de 10 partidas na União Cup, 17 na Interior Cup e 3 no Torneio Brasil/Japão.
Com a camisa bugrina, são sete gols e seis assistências. Um deles tem lugar especial. Pelo estadual, diante do Assisense/SP, a equipe venceu por 2 a 0 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, e Cauã deixou sua marca. “Além de ter sido meu primeiro jogo em um grande estádio oficial, também fiz uma grande partida e um gol”, conta.

Foi pelo Guarani que veio a conquista de maior peso até aqui. Na Interior Cup 2026, o volante foi campeão e ainda teve a experiência de atuar pelo sub-14, uma categoria acima da sua. Entre todos os títulos, é o que ele coloca no topo.
A lista, no entanto, é mais longa e começa cedo. Em 2026, Cauã também levantou a Taça Poços de Caldas e foi vice-campeão da MG Cup, em Ouro Fino, pelo Guardiões da Bola, competição em que recebeu o prêmio de destaque.
Antes disso, vieram os títulos da LIDARP em 2024 e 2025, da Copa Zé Gordinho em 2024, do Torneio Craques do Futuro em 2023 e da XVI Copa de Futsal Lázaro Walter Alvisi em 2021.
Dentro de campo, Cauã atua como primeiro ou segundo volante e pode ser utilizado também como lateral direito ou zagueiro. Destro, com 1,73m e 58 kg, é um jogador versátil e aponta velocidade, condicionamento físico, marcação, desarme, passe e chute como seus pontos fortes.
No apoio ao ataque, gosta de se aproximar da entrada da área, arrancar e finalizar. As referências na posição dizem muito sobre o tipo de meio-campista que quer ser. Em Joshua Kimmich e Toni Kroos, observa raça, visão de jogo e velocidade de decisão. Cristiano Ronaldo é o ídolo, pelo esforço, pela superação e pela habilidade.

A autocrítica acompanha a evolução. Cauã quer aprimorar o uso do corpo na proteção da bola, a participação em jogadas ofensivas e o posicionamento nas bolas aéreas. No treino, considera essenciais os trabalhos de domínio e proteção, passe e finalização, sem deixar de lado alimentação e descanso. Antes dos jogos, a concentração vem pela música.
Para o restante de 2026, o alvo é a União Cup, competição que Cauã quer conquistar. Daqui a cinco anos, ele se imagina tornando-se jogador profissional. O caminho até lá ainda é longo, e ele parece saber disso.
O menino que passou nove anos na mesma escolinha em Poços de Caldas resume em três palavras o que diria a quem sonha o mesmo sonho na sua cidade. “Tenham foco, disciplina e persistência.”








