Matheus Landim soma mais de 20 participações em gols no Paulistão Sub-15

O gol mais recente de Matheus Landim no Campeonato Paulista Sub-15 saiu no ângulo, no jogo de ida das oitavas de final. Foi o 14º dele em 20 partidas pelo Ibrachina/SP na competição, número que chega a 22 participações diretas em gols quando somadas as 8 assistências.
Tudo isso na primeira temporada completa do ponta de 15 anos no clube. No jogo de volta, em que Landim não esteve em campo, o Ibrachina confirmou a vaga nas quartas de final.
Matheus Reis Paes Landim, o Landim, é destro, mede 1,80m e veste a 11. Joga aberto pelos lados do campo e não esconde o que gosta de fazer com a bola. “Gosto de participar pelas pontas, driblando e indo pra cima”, resume. Quando descreve o próprio jogo, aponta três características. “Gosto de driblar, sou muito rápido e faço muitos gols.”
A referência é antiga e declarada. Neymar é o ídolo e também o jogador que ele observa para entender a posição. “Sempre gostei muito do estilo de jogo dele e me inspiro nele”, diz.
O momento que ele aponta como o mais marcante da temporada, porém, não está nas estatísticas do estadual. Foi nas quartas de final da Copa Ibrachina, contra o Santos/SP, num jogo em que o Ibrachina marcou no último minuto e garantiu a vaga nos pênaltis.

A JORNADA
A relação com a bola começou bem antes, aos quatro anos, na escolinha Chute Inicial. O futebol já era assunto de casa. “Minha família gostava muito e eu segui no mesmo caminho”, lembra.
O primeiro clube de base veio aos 11 anos, depois de uma peneira no projeto Lima7. Foram dois anos no Red Bull Bragantino/SP, até os 13, com três edições do Campeonato Paulista no currículo.
“Foi o meu primeiro clube de base. Aproveitei muito a oportunidade e consegui me formar muito bem como jogador. Joguei três Paulistas por lá, isso me ajudou muito a chegar onde cheguei”, conta.
A etapa seguinte também passou por Lima, do mesmo projeto. Foi por indicação dele que Landim chegou ao União Suzano/SP, onde ficou dos 13 aos 14 anos. A passagem foi curta, mas deixou vitrine. “Foi rápida, mas muito marcante. Fiz um ótimo Paulista e consegui chamar a atenção de vários clubes.”

Ao longo da base, as únicas vezes em que ele ficou longe de casa foram dois períodos de avaliação, um mês no Bahia e outro no Athletico/PR. Fora isso, sempre morou com a família em São Paulo.
CHEGADA AO IBRACHINA
O caminho até o Ibrachina começou com um olheiro que o viu jogar e o levou ao clube. O contrato foi assinado em novembro de 2025 e vai até novembro de 2028.
Ao longo de todo esse percurso, uma figura se repete. Almir Moreira, o avô, acompanha a carreira de perto e é quem Landim aponta como a pessoa mais importante desde os primeiros anos. “Meu vô está sempre comigo nos treinos e nos jogos. Devo muito a ele.”
Hoje, a rotina se divide entre o primeiro ano do ensino médio e o clube. Da escola, ele segue para o treino, que começa na academia e termina no campo, e depois volta para casa para descansar para o dia seguinte.
O acompanhamento inclui psicólogo e nutricionista, e a oração faz parte de todos os dias. Sobre o preço dessa rotina, ele é direto. “Tem muitas coisas que pessoas normais fazem e que atletas não podem fazer.”

A meta para o restante do ano é o título paulista. Para daqui a cinco anos, o plano é ser jogador profissional e ajudar a família.
Contrato até 2028, 22 participações em gols no estadual e a família como base. É com isso que Matheus Landim se fortalece encara as quartas de final do Paulista Sub-15, a três jogos do título que colocou como meta.





