Motivo da criação da Copa M2, Julio Cezar comemora resultado da primeira edição sub-18

Pouca gente sabia, mas, no palco da premiação da Copa M2 Sub-18, neste domingo (9), em Louveira/SP, estava o jovem que foi o grande motivo para a criação da competição que já na primeira edição se firmou como a maior da categoria no país. Julio Cezar, de 15 anos, jogador de futebol e sonhador como todos aqueles dos 24 times que jogaram o torneio.

Ele acompanhou de perto o resultado e comemorou o desfecho de mais uma edição da Copa M2 como quem sabe exatamente o que o evento representa. Hoje no elenco sub-17 do União São Bernardo/SP, ele é a razão pela qual os pais, Marco de Oliveira e Juliana Della Aversana, decidiram entrar no futebol de base anos atrás, movimento que deu origem à M2 Sports, empresa de gestão de carreiras e, na sequência, à própria Copa M2.

“Ver a competição terminar do jeito que terminou, com tanta gente falando bem, tanto clube grande participando, é uma sensação diferente. Eu sei a história por trás disso, sei que começou comigo, e ver o tamanho que virou hoje me deixa muito feliz”, comemora Julio.

Julio Cezar em campo com Zé Roberto, do Vasco da Gama (Foto: Gois Produtora)
Julio Cezar em campo com Zé Roberto, do Vasco da Gama (Foto: Gois Produtora)

A história é simples de contar e difícil de replicar. Julio começou a jogar ainda criança, como tantos outros garotos, e os pais decidiram se aproximar daquele universo para acompanhar de perto a rotina do filho e viver, em família, aquele sonho junto com ele.

O que começou como presença e proximidade foi ganhando forma de projeto, até se transformar em negócio. “A gente nunca imaginou que acompanhar o sonho do Julio de perto ia se transformar nisso. Começou como uma vontade de estar junto, de viver aquilo que ele vivia dentro de campo, e foi virando algo maior do que a gente mesmo conseguia prever”, afirma Marco.

Juliana reforça a mesma origem, sob outro ângulo.”O futebol de base virou parte da nossa vida porque primeiro era parte da vida dele. Cada estrutura que a gente constrói, cada torneio que a gente organiza, carrega um pouco daquele início, de uma família que só queria estar perto do sonho do filho”, diz.

Enquanto os pais seguem à frente de uma operação que hoje envolve centenas de clubes e milhares de atletas em todo o país, Julio segue no lugar onde tudo começou, dentro de campo. Ele disputa o Campeonato Paulista Sub-17 pelo União São Bernardo, na mesma posição de qualquer outro garoto da idade dele, tentando evoluir, aprender e seguir o próprio caminho dentro do futebol de base.

“É curioso e emocionante ao mesmo tempo ver meus pais tão dentro desse mundo hoje. Às vezes, eu que era pra estar sonhando com jogo, e agora eles vivem falando de competição, de clube, de calendário. Mas, no fundo, eu sei que tudo começou por mim, e isso é especial”, conta o meio-campista.

A trajetória de Julio segue sendo, antes de qualquer coisa, a trajetória de um garoto que joga futebol porque gosta. A diferença é que, ao redor dele, esse gosto virou um projeto capaz de abrir espaço para mais de quase 200 outros garotos disputarem, anualmente, com a mesma paixão, uma competição que talvez não existisse se um menino não tivesse decidido, um dia, que queria ser jogador.

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