Sharks FC leva tecnologia usada por Real Madrid e PSG para monitorar atletas do sub-6 ao sub-13

Os atletas do sub-6 ao sub-13 do Sharks FC já treinam monitorados por sensores que captam distância percorrida, velocidade máxima, frequência cardíaca e intensidade de cada sessão. A tecnologia chegou neste mês de junho de 2026 e é assinada pela Catapult, empresa que fornece soluções de monitoramento esportivo para clubes como Real Madrid, Manchester City, Chelsea, Arsenal, Palmeiras, São Paulo e Corinthians, além de seleções nacionais ao redor do mundo.
Para um clube recém-filiado ao futebol federado de Goiás, a decisão chama atenção pelo momento em que foi tomada. O Sharks FC é um clube recém-filiado junto à Federação Goiana de Futebol, com as categorias sub-11 e sub-13, e ampliação prevista para sub-15 e sub-17 no curto prazo. Antes de disputar uma temporada completa em qualquer divisão, o clube goiano já equipou sua base com uma ferramenta de mensuração de desempenho típica de estruturas profissionais.
A tecnologia adotada é a linha Vector, sétima geração de wearables da Catapult, que combina GPS e LPS para rastreamento em tempo real dentro de campo. O equipamento mede volume de trabalho, velocidade, aceleração e desaceleração, carga metabólica e frequência cardíaca, dados que alimentam relatórios individuais e coletivos acessados por tablet e celular.
Para clubes de base, a aplicação prática está em transformar a percepção do treinador em informação objetiva sobre cada atleta.

Segundo o Sharks FC Academy, a decisão de monitorar os atletas com dados desde a base nasce de um princípio simples, evoluir a partir de informação, não de achismo. O clube também destaca que os pais dos jovens terão acesso aos relatórios de desempenho, o que permite acompanhar de perto a evolução de cada criança e direcionar com mais precisão o processo de formação.
Para a direção do clube, investir em tecnologia não se limita a comprar equipamento, é investir no desenvolvimento dos atletas e oferecer desde a base uma preparação inspirada no que acontece no futebol profissional.
A iniciativa reforça o perfil que o Sharks FC vem construindo desde a fundação. O clube nasceu da fusão entre a experiência empresarial dos sócios Douglas Araújo e Luiz Carlos Borba e a metodologia de formação de Cássio Douglos dos Santos, diretor técnico com passagens pela base do Vila Nova, do Fluminense e do Cruzeiro.
Antes mesmo de disputar uma competição oficial pela Federação Goiana, o projeto já havia negociado mais de 35 atletas com clubes como Palmeiras, Flamengo e Internacional, um histórico que ajuda a explicar por que a estrutura nasce com ambição de longo prazo em vez de se acomodar ao tamanho de um clube recém-criado.
Para uma categoria que vai do sub-6 ao sub-13, a tecnologia de ponta não tem como função produzir números espetaculares ou prever talentos precocemente. Serve para criar desde cedo o hábito de acompanhar o desenvolvimento com critério, algo que poucos clubes de base no Brasil oferecem nessa fase tão inicial da formação. É esse o tipo de decisão que separa um projeto pensado para durar de um projeto pensado apenas para competir na temporada seguinte.
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