Com 11 gols no Paulista Sub-14, Luca Navarrete sonha alto no São Paulo

De Goiânia a Brasília, e de Brasília ao Morumbi. Essa foi a rota que levou Luca Navarrete de Souza Antonietti até as categorias de base do São Paulo, que ainda passou por escolinhas de bairro, mudanças de cidade e uma semana decisiva de avaliação, até desaguar em um contrato que vai até 2032. Hoje com 14 anos, o centroavante tem números que chamam a atenção: 11 gols e 3 assistências em 11 jogos disputados nesta temporada pelo Campeonato Paulista.

A história de Navarrete com a bola começou por influência do pai, ainda em Goiânia, onde deu os primeiros passos em uma escolinha do Goiás. Foram os pais e a avó quem sustentaram os primeiros anos da carreira, levando-o aos treinos e às partidas enquanto ele vivia uma infância como qualquer outra criança, entre brincadeiras e a rotina escolar.

Foto: Arquivo Pessoal

Foi ainda no Goiás que teve o primeiro contato com treinadores e um trabalho mais estruturado, que começou de forma lúdica antes de evoluir para as primeiras competições. Depois de três anos no clube, uma mudança da família para Brasília abriu um novo capítulo: mais três anos de formação, agora no Iate Clube de Brasília, onde passou a disputar torneios nacionais, um passo que foi decisivo para ganhar visibilidade.

O convite que mudou de rota

A chegada ao São Paulo não veio por acaso. Foi durante um edição da Danicup que o observador do Tricolor paulista, conhecido como Palhinha, viu Navarrete em ação e o convidou para uma semana de avaliação no CT da Barra Funda. A aprovação veio logo depois.

Desde então, o centroavante  vem construindo uma trajetória de títulos dentro do clube: campeão da Paulista Cup Sub-12, vice-campeão paulista nas categorias Sub-12 e Sub-13 (nesta última, vice-artilheiro com 19 gols) e campeão da Sfera Cup Sub-14. Antes de vestir a camisa tricolor, já havia acumulado duas conquistas no Campeonato Goiano e duas no Candango, além de artilharias na GO Cup, na Leme Cup e Danicup.

Um 9 promissor

Em campo, Navarrete é aquele “centroavante de referência”, que gosta de jogar entre os zagueiros. Força física, ocupação de espaços vazios, leitura de jogo e finalização são os principais trunfos dele. Como é natural pra um atleta da idade, ainda há o que evoluir tanto dentro quanto fora de campo.

Foto: Victor Monteiro
Foto: Victor Monteiro

As referências vêm de cima: Cristiano Ronaldo é o ídolo, admirado pela disciplina e pela determinação. No dia a dia de observação de jogo, os nomes que estuda são Robert Lewandowski e Erling Haaland, outros dois de referência do futebol mundial.

Rotina, família e fé como base

A rotina de quem mora em Cotia, na Grande São Paulo, é dividida entre o CT e a sala de aula: treinos pela manhã, almoço no clube e, à tarde, a escola, onde cursa o 9º ano. Dormir cedo, se alimentar bem e manter consistência nos treinos são, segundo ele, os pilares que sustentam a rotina.

O apoio da família aparece como um dos fundamentos da trajetória. Os pais estão “100% envolvidos” no dia a dia da carreira, e a proximidade ajudou a evitar qualquer dificuldade de adaptação quando a família se mudou para perto do clube.

Para o futuro, um dado curioso reforça o horizonte internacional do jogador: Navarrete tem dupla cidadania e passaporte espanhol, uma carta na manga para uma eventual carreira também na Europa.

Foto: Victor Monteiro

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