Cunha chega a 14 assistências em 21 jogos pelo Mirassol no Paulista Sub-15

Aos 15 anos, o lateral-direito Arthur Miguel Garcia Cunha, o Cunha, vive a melhor fase da curta carreira no Mirassol: em 21 jogos pelo sub-15 no Campeonato Paulista, marcou 3 gols e deu 14 assistências. Nascido em São José do Rio Preto, camisa 2 do clube, o garoto de 1,76 m e 61 kg, destro, sonha em ser campeão paulista da categoria e, lá na frente, defender a seleção brasileira.

O jogo mais marcante da temporada foi contra o Brasilis, quando marcou um gol em uma partida que valia a classificação para a segunda fase do campeonato. “Foi o jogo em que eu consegui fazer um gol e já estava na segunda fase”, resume.

Para Cunha, o sub-15 é “um passo muito grande”. Ele conta que a categoria exige mais força, o jogo fica mais rápido e as partidas têm duração maior. A adaptação, pelo que mostram os números, foi bem-sucedida.

Foto: Reprodução/ Mirassol FC

As metas para o restante do ano são claras: ser campeão paulista com o Mirassol e, no plano individual, somar mais assistências e gols.

Vinculado ao clube por contrato de formação há 1 ano e 5 meses, o jovem não economiza elogios ao ambiente. “A estrutura do Mirassol é sensacional, um clube com muita organização, e a base sempre quer evoluir e buscar o melhor”, afirma. Sobre a convivência, diz manter boa relação com os companheiros e a comissão técnica, sempre pautada pelo respeito.

A TRAJETÓRIA

A estrada até o Mirassol passou por três gigantes da formação no país, e cada parada deixou uma marca. Aos 10 anos, Cunha passou na peneira da Ferroviária/SP e depois no teste com o time, e foi jogar no sub-11, categoria acima da sua idade. Foi ali que conheceu a rotina de um time de base e, nas palavras dele, abriu “muitas portas”. Conquistou a União Cup.

Os olheiros do Athletico/PR o viram no time de Araraquara e o levaram para Curitiba. Foi a primeira mudança de estado dele. Em um ano, fez 32 jogos, 13 gols e 6 assistências, e levantou dois troféus: a Liga de Futebol Infantil e a Taça Curitiba. Para Cunha, o clube o fez evoluir “como jogador e como pessoa”.

Foto: Arquivo Pessoal

O ano de destaque pelo Furacão chamou a atenção dos scouts do Palmeiras e o garoto voltou ao estado de São Paulo para duas temporadas no Verdão. Foi o período mais vitorioso: no sub-13, levou a Laranjeiras Cup, a Copa Integração e o Campeonato Paulista.

O convite para o Mirassol etapa veio por meio de seu empresário, que apresentou um clube em ascensão. Cunha e a família aceitaram. Hoje, ele define a passagem como a melhor até aqui e se prepara para o segundo ano de clube.

ONDE TUDO COMEÇOU

A história de Cunha com a bola começou cedo, em casa. Aos 3 anos, ele já jogava com os tios e com o pai. Um ano depois, o pai o levou para a escolinha.

O esporte é herança da família: o pai foi atleta, e os dois tios também jogaram. Para o garoto, o pai é a pessoa mais importante da trajetória. “Desde quando eu comecei a jogar futebol foi ele que me apoiou e me ajudou a chegar onde estou agora”, conta.

Cunha ao lado dos pais Rodrigo e Michela – Foto: Arquivo Pessoal

O apoio continua no dia a dia. A família o leva aos treinos todos os dias e, segundo ele, sempre dá o melhor suporte para seguir em frente. Em nenhum momento Cunha pensou em desistir do sonho, e os familiares sempre foram sua fonte de motivação.

O ídolo é o lateral Cafu, de quem admira a persistência: “Ele me representa por nunca desistir daquilo que você quer”. Dentro de campo, o jovem também estuda a posição.

A rotina do lateral é de quem leva a profissão a sério. Ele acorda às 6h10, toma café e vai para a escola, onde fica das 7h às 12h20. Depois do almoço, sai para o treino às 13h30, chega ao CT do Mirassol por volta das 14h10, e a atividade começa às 15h e vai até cerca de 17h20. À noite, janta, joga videogame ou assiste a futebol e vai dormir às 22h.

Foto: Reprodução/ Mirassol FC

DUPLA NACIONALIDADE

Cunha também carrega o sangue italiano. A cidadania veio do bisavô da mãe e foi reconhecida há três anos. Ele tem passaporte, mas nunca esteve na Itália, país que sonha em conhecer. Ainda não fala o idioma, e o contato com a cultura se resume à culinária, de vez em quando.

O futuro que ele imagina é simples e ambicioso: ser jogador profissional e vestir a camisa da seleção brasileira.

Ficha técnica

Nome completo: Arthur Miguel Garcia Cunha
Data de nascimento: 02/02/2011
Idade: 15 anos
Nacionalidades: Brasileira e italiana
Cidade e estado natal: São José do Rio Preto/SP
Cidade e estado onde mora atualmente: São José do Rio Preto/SP
Posição em campo: Lateral direito
Clube atual: Mirassol
Categoria atual: Sub-15
Altura: 1,76m
Peso: 61kg

Pé dominante: Direito

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