Com destaque na base portuguesa, brasileiro Vitor Maia inicia nova etapa no sub-17 do Braga

Vitor Maia chegou aos Estados Unidos pouco antes de completar seis anos, sem falar inglês. Saiu de lá fluente e alfabetizado no idioma. A adaptação na sala de aula ajuda a entender o que também aconteceu dentro de campo ao longo de uma formação que começou no Brasil, atravessou a Flórida e hoje segue em Portugal, onde o meio-campista inicia uma nova etapa no sub-17 do Braga, que disputa o Campeonato Nacional da categoria.
O primeiro contato com a bola foi aos quatro anos, no futsal, em São Paulo. A mudança da família levou o garoto para a região de Jacksonville, onde defendeu o Florida Elite por cinco anos. Ali, uma marca se repetiu na formação, a de competir com frequência acima da própria faixa etária, diante de adversários até dois anos mais velhos. No último ano no país, Vitor ganhou oportunidades na ECNL e marcou em uma das primeiras partidas que disputou na competição.
A referência mais próxima estava dentro de casa. O irmão mais velho, João Paulo, também seguiu no futebol e hoje atua no cenário universitário norte-americano. Vitor cresceu treinando e jogando ao lado dele, enquanto a família se organizava para acompanhar o desenvolvimento esportivo dos dois filhos.

Depois de uma passagem curta pelo Brasil, período em que chegou a fazer dois treinamentos no Fluminense/RJ, a família se mudou para Portugal. Já no país, Vitor passou por avaliações em diferentes equipes e recebeu portas abertas de clubes como Sporting e Famalicão. A escolha recaiu sobre o Famalicão, onde ficou por uma temporada e meia e conquistou torneios nas categorias de base.
O desempenho chamou a atenção do Braga. Como a família já morava na cidade, a mudança também simplificou a conciliação entre futebol, estudos e rotina familiar. Vitor chegou ao clube no sub-14, atravessou um período de adaptação e ampliou a participação e a minutagem no sub-16. Pelo Braga, também levantou torneios, entre eles a Algarve Cup.
Os números da útlima temporada mostram o tipo de meio-campista que esse percurso formou. Em 50 jogos, Vitor marcou 6 gols e deu 11 assistências. São dados de um jogador que participa da construção das jogadas e aparece com frequência servindo os companheiros.

Fora de campo, a disciplina com os estudos acompanhou cada mudança de país. Em Portugal, ele manteve o bom desempenho acadêmico enquanto conciliava a escola com a rotina de treinos. Na nova fase, passa a ser representado pela Footfeel, agência escolhida pela família para acompanhar os próximos passos da carreira.
Do futsal em São Paulo ao sub-17 do Braga, Vitor Maia construiu a formação em três escolas diferentes do futebol, cada uma com seu ritmo, sua língua e sua exigência. A adaptação, que começou numa sala de aula na Flórida, segue como a principal ferramenta de um meio-campista que agora entra na etapa decisiva da base.









