Conheça Vini Oliveira, lateral esquerdo que assinou contrato profissional com o Náutico

Aos quatro anos, Vinicius de Oliveira já estava dentro de uma quadra de futsal em Chapecó, no oeste catarinense. Quinze anos depois, ele está em Recife, com contrato profissional assinado com o Náutico/PE e treinando entre os atletas do elenco principal. A distância entre os dois pontos não é apenas geográfica. É uma trajetória construída estado por estado, clube por clube, com a disciplina de quem entendeu cedo que o futebol exige mais do que talento.

Vini, como é chamado pelos mais próximos, tem 19 anos, atua como lateral-esquerdo, mede 1,82m e tem o pé esquerdo como principal ativo em campo. O perfil que ele mesmo traça é direto. “Sou um lateral muito técnico, com boa condução e passes, boa velocidade e resistência.” A intensidade e a marcação, ele reconhece sem rodeios, ainda são pontos a desenvolver. Natural e esperado para quem está em franca evolução.

A TRAJETÓRIA

A história com a bola começou no futsal, pela AABB de Chapecó, onde ficou até dar o salto para o futebol de campo. Em 2019, chegou ao Avaí/SC, onde permaneceu até 2021, período em que deu os primeiros passos numa estrutura de formação profissional.

Do Avaí foi para o Brusque/SC, também de Santa Catarina, onde passou por duas temporadas. Em 2023, uma nova mudança de estado: o Ceará, em Fortaleza, onde conquistou o Campeonato Cearense Sub-17. O título foi importante, mas o caminho não parou ali. Vini voltou ao Brusque/SC para mais uma passagem, em 2024 e 2025, antes de receber a indicação que abriu a porta do Náutico/PE.

“Fui indicado para uma avaliação e graças a Deus consegui me firmar no clube”, conta o lateral, que logo na chegada ao Timbu foi incorporado aos treinos do time profissional durante o Campeonato Estadual. A experiência de estar com o elenco principal deixou marcas que ele descreve com simplicidade e gratidão. “Foi uma experiência muito boa conviver entre eles.”

O reconhecimento do clube veio na forma mais concreta possível: um contrato profissional definitivo por um ano. Para Vini, a assinatura representa exatamente o que ele buscou ao longo de toda a trajetória. “Acreditaram no meu potencial”, resume.

Fora do campo, a rotina é organizada e sem excessos. Treinos sempre pela manhã, almoço no clube, fisioterapia preventiva à tarde, um cochilo e, pela noite, séries e conversas com amigos. Entre sete e oito horas de sono e alimentação feita integralmente pelo clube completam a estrutura do dia a dia.

O ponto mais difícil da rotina não está dentro das quatro linhas. “Abro mão de estar perto da minha família, pois moro muito longe deles. Isso é o mais difícil.”

A família, mesmo distante, é presença constante. A mãe, que nunca faltou a um treino quando ele ainda era criança em Chapecó, foi quem reacendeu o sonho quando Vini, aos 11 anos, pensou em desistir. O pai, ex-atleta de outros esportes, é a voz de experiência que orienta os passos do filho com quem já conheceu a vida de atleta por dentro. “Fazemos muitas ligações e quando minha família pode, vem me visitar”, conta.

A preparação mental é o pilar que ele considera mais importante para sua evolução. “Se estou feliz e com a mente boa, tudo corre bem”, afirma, com a convicção de quem já aprendeu que o jogo começa na cabeça antes de começar no campo.

INSPIRAÇÕES

O ídolo que guia sua visão de carreira é Cristiano Ronaldo, escolhido pela disciplina acima de qualquer outro atributo. No estudo específico da sua posição, o nome que aparece é Alphonso Davies, lateral-esquerdo canadense que construiu uma das carreiras mais expressivas do mundo na posição. A combinação entre os dois nomes diz muito sobre o tipo de atleta que Vini quer ser: disciplinado como o português, veloz e técnico como o canadense.

Ensino médio concluído e inglês fluente no currículo, o lateral garante que o foco no momento é integral ao futebol. Mas a projeção que faz para daqui a cinco anos tem escala global.

Ele se imagina em um clube grande, disputando os melhores campeonatos do mundo e recebendo convocações para a seleção brasileira. Uma meta ambiciosa, dita com a seriedade de quem saiu de Chapecó ainda jovem, percorreu cinco clubes em quatro estados e chegou ao Recife. Agora, com contrato profissional na mão. Um grande passo e um diferencial na árdua e seleta carreira de jogador de futebol.

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